A Teologia da . . . Dança?

Hoje em dia, quando as pessoas pensam de dança, eles podem assumir que a prática é incompatível com a virtude da castidade. Enquanto isso é obviamente verdadeiro de algumas formas de dança, às vezes vejo artigos sobre a utilidade de danças em casal como swing ou valsa para o desenvolvimento de castidade. Quando leio esses artigos normalmente estou desapontado, não porque a dança é ruim, mas porque dizer que dançar é útil não é justo o suficiente. Eu tenho sido católico durante a vida toda, e eu tenho diligentemente aprendido sobre a minha fé n maioria desse tempo. No entanto, eu cresci mais – muita vezes mais – na castidade em apenas meu primeiro ano de dança do que eu tinha nos últimos 30 anos de formação católica como leigo. Esse crescimento tem continuado a cada momento do meu desenvolvimento dança, e além disso a minha fé se aprofundou tremendamente.

Ultimamente vemos que quando alguém pergunta “o quão longe é longe demais?”, eles geralmente têm a intençao errada – a de buscar seu próprio prazer à custa de outra pessoa. Em vez disso, precisamos amar a buscar o bem do outro sobre o seu próprio. Mas o que nós muitas vezes não conseguimos fazer é o que dança ensina com grande precisão, é “o que devo fazer?” para expressar perfeitamente esse amor.

A dança nos ensina como amar com nossos corpos através da multiplicidade de técnicas muito precisas que podem transformar um abraço comum em uma troca requintada de bênçãos. Quando aprendi a dançar eu fazia contato físico com alguém do sexo oposto de uma forma altamente definido, estruturado. Eu aprendi exatamente onde eu estava e não estava autorizado a fazer contato e quando isso deveria acontecer. Dança incutiu limites adequados para o meu corpo. Treinou meu corpo para ouvir o corpo de uma mulher de uma forma cortês e para atender suas necessidades, confiando que ela iria atender as minhas. Eu fui afirmado constantemente e de forma consistente para estes bons e amorosos comportamentos. Quando as mulheres começaram a me cumprimentar por minha dança, eu só assumia que elas estavam sendo gentis; mas depois de meses de elogios que eu percebi que elas realmente queriam dizer isso! Fora desta estrutura floresceu uma espontaneidade madura – uma liberdade fundamentada na responsabilidade. E essas virtudes não precisam ficar na pista de dança – nós podemos trazê-las para a nossa vida romântica.

O parceiro de dança também aprofunda nossa compreensão da fé. O mistério que S. João Paulo II chama de Teologia do Corpo era conhecido por muitos outros, incluindo São João da Cruz e C. S. Lewis. Lewis viu que a dança é uma estilização do namoro. Sua tríplice relação de líder, seguidor e música cria vívidos, dinâmicos símbolos do Pai, Filho e Espírito. É por esta razão que eu falo de uma Teologia da Dança – o falar (logos) sobre Deus (Theos) usando dança, uma forma de arte que consiste de uma trindade. Na compreensão de como se relacionar de dança nós penetramos no mistério do ser masculino e feminino à imagem e semelhança de Deus. São João da Cruz falava sobre a vida espiritual com amor poesia, usando tinta e papel, mas com a dança que escrevemos com os próprios corpos e espíritos do homem e da mulher, a vida, coroa da criação.

É importante para nós ensinar danças de casal na Igreja porque quando há o suficiente de pessoas dançando, isso muda uma cultura, e torna não só mais casto mas também integra comunidades. Você não precisa se tornar Fred Astaire ou Ginger Rogers para que isso aconteça – apenas um pouco de habilidade para a dança faz uma grande diferença. Nem precisa de grande talento, algumas das minhas parceiras favoritas para dançar são as aquelas com menos talento, mas que trabalharam duro. Não fique para baixo se na primeira você não conseguir – tentei várias vezes ao longo de cinco anos antes de encontrar um bom estúdio. Mas é assim que vale a pena – para si mesmo e para aqueles com quem você dançar. Que Deus o abençoe, e vejo você na pista de dança!

[O tradutor pede, cordialmente, uma Ave Maria em intercessão por sua vocação.]

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Ex-seminarista, engenheiro e professor, Matt Mordini aprendeu a dançar em 2009 e nunca mais parou. De dia ele é um comedido assistente de varejo; à noite ele é um dançarino ávido e competidor, assim como “o cara da Teologia da Dança”, que ensina as pessoas sobre a Teologia do Corpo e discipulado intencional. Matt leciona na região de Chicago e também tem se apresentado por todo o país. Ele pode ser contactado através do site da Teologia da Dança, www.theologyofdance.org.

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